Os olhos são máquinas que captam sensações emitidas
pela luz. O que eles percebem são as cores, temperaturas,
sombras, aspectos orgânicos, psicológicos e filosóficos
da luz.
A luz não existe sozinha, precisa estar relacionada
a algo para transmitir valor, sensação ou informação.
Nós não vivemos no escuro, a luz está em todos
os lugares, responsável por transmitir emoções
e também por criar ilusões.
Transformar esta potencialidade para o conforto
visual do consumidor é a tarefa do "profissional
da iluminação".
A luz do sol nos proporciona a noção de tempo,
pois o seu movimento contínuo determina o ritmo
do dia. Já a luz elétrica nos faz independente
da luz natural. Entretanto, substituir uma pela
outra não é tarefa fácil.
Para se obter uma boa iluminação artificial é
preciso levar em conta as características das
lâmpadas e luminárias, e suas funções em cada
ambiente. Bem explorada, ela ressalta pontos fortes
da decoração, cria climas adequados ao uso e transforma
os ambientes.
Eu nunca esqueci as lições aprendidas com os meus
pais na infância. A mais importante teve a ver
com desperdício de recursos naturais utilizados
na nossa rotina doméstica. Deixar a luz acesa
sem necessidade era complicado, ouvíamos a célebre
frase: "Pra que gastar sem precisar?" Por isso
sempre que elaboro projetos de iluminação, valorizo
sempre a decoração e os diversos usos do espaço
físico e da iluminação, porém, de forma racional,
luzes em excesso só em dias de festa.
Alguns dos fatores tecnológicos que nos auxiliam
quanto à iluminação são:
· Instalação de dimmers (*) em interruptores e
luminárias. Regulando a intensidade da luz é possivel
obter-se economia de até 30%;
· Prefira lâmpadas fluorescentes. Além de consumir
menos energia, são boas para áreas que permanecem
iluminadas por pelo menos 3 horas. As amareladas
reproduzem melhor as cores que as azuladas;
· Apague sempre a luz quando sair de um ambiente.